O débito cardíaco consiste no volume de sangue ejetado pelo coração no período de 1 minuto.
Dessa forma, para encontrarmos o valor do débito cardíaco devemos levar em consideração o volume que o coração ejeta em cada contração, e a quantidade de batimentos que o coração realiza no período de 1 minuto, chegando então à seguinte fórmula:
DC = VS x FC
Onde:
DC é referente ao Débito Cardíaco
VS é referente ao Volume Sistólico
FC é referente à Freqüência Cardíaca
Então quaisquer fatores que influenciem nas variáveis da fórmula, alterarão o débito cardíaco.
Os fatores que influenciam a frequência cardíaca são chamados de Cronotrópicos, podendo ser Cronotrópicos Positivos, que aumentam a frequência, e Cronotrópicos Negativos, que reduzem.
Já os fatores que influenciam o volume sistólico são a pressão nos vasos da parede dos ventrículos no momento que antecede a sístole, chamado de pré-carga. A pressão na parede dos ventrículos no momento da sístole, chamado de pós-carga. E a contratilidade, que é a força com que o músculo cardíaco efetua a contração.
Quanto maior o retorno venoso no momento da diástole, maior será a quantidade de sangue no coração e com isso maior a pressão na parede do ventrículo no final da diástole, maior pré-carga.
E a pós-carga, que é a pressão na parede do ventrículo durante a contração, reflete a pressão arterial periférica (para o ventrículo esquerdo) e pulmonar (para o ventrículo direito). Quanto mais vasoconstrição os vasos tiverem, mais força o coração terá que fazer, e maior a pós-carga.
Os fatores que influenciam na contratilidade são chamado de Ionotrópicos, podendo ser Ionotrópicos Positivos, que aumentam a força de contração, e Ionotrópicos Negativos, que diminuem.
O sistema nervoso autônomo, alterações hidroeletrolíticas e alguns farmacos, possuem efeitos Cronotrópicos/Ionotrópicos no sistema.
sábado, 27 de outubro de 2018
Ciclo Cardíaco
O ciclo cardíaco consiste na contração e relaxamento do coração para proporcionar a circulação sanguínea no organismo.
Didaticamente podemos selecionar qualquer uma das fases do ciclo para explicação, dado que a finalização a explicação deve fechar o ciclo.
A contração do músculo cardíaco é proveniente de um potencial de ação gerado no próprio coração, em algumas células que se especializaram e conseguem promover sua própria despolarização, transmitindo esse impulso pelas fibras dos músculos cardíacos. Essas células se encontram em uma região específica chamada de Nó Sino-Atrial. Uma vez que esse impulso elétrico é gerado, ele se transmite para todas as fibras dos átrios promovendo a contração atrial.
Nesse momento os ventrículos estão com uma pressão interna reduzida, com isso as valvas atrio-ventriculares se abrem e o sangue flui dos átrios para os ventrículos. Dado que as valvas semi-lunares das artérias estão fechadas, o ventrículo se enche de sangue.
O impulso elétrico passa dos átrios para os ventrículos por uma estrutura de células especializadas chamada de Nó Átrio-Ventricular, cuja função é promover um pequeno atraso na transmissão do impulso para os ventrículos. Após ser brevemente retardado, o impulso se propaga rapidamente pelas paredes dos ventrículos, dando início à contração ventricular.
Nesse momento entram em ação as valvas átrio-ventriculares, cujo seu mecanismo anti-refluxo impede o retorno do sangue para os átrios quando os ventrículos começam a se contrair. O fechamento dessas valvas faz o primeiro som audível do coração. Os ventrículos então têm a sua pressão interior aumentada, pois as valvas semilunares das artérias continuam fechadas e os músculos estão em processo de contração.
Essa fase é chamada de Contração Isovolumétrica, onde o músculo está em processo de contração, o volume de sangue nos ventrículos se mantém, e a pressão no interior dos ventrículos aumenta.
Ao atingir um determinado nível de pressão, as valvas semi-lunares se abrem possibilitando a ejeção do sangue dos ventrículos para as artérias, dando início à fase chamada de Ejeção Cardíaca, que ejeta cerca de 60% do volume de sangue dos ventrículos.
Quando a contração ventricular se encerra, a pressão no interior dos ventrículos é menor do que a pressão no interior das artérias para as quais o sangue foi ejetado, e essa tendência de retorno do sangue para os ventrículos provoca o fechamento das valvas semi-lunares das artérias causando o segundo som audível do coração.
Nesse momento os ventrículos estão relaxando, que chamamos de Diástole, porém como todas as valvas estão fechadas, seu volume não aumenta e consequentemente a pressão no interior dos ventrículos cai. Esse momento é chamado de Relaxamento Isovolumétrico.
A Diástole pode ser dividida em três momentos distintos. No primeiro momento, com a queda da pressão, associada ao aumento progressivo da pressão dos átrios, que estavam até então recebendo o sangue que retorna ao coração pelas veias, as valvas átrio-ventriculares se abrem novamente, permitindo o influxo do sangue dos átrios para os ventrículos, promovendo um enchimento rápido dos ventrículos, com o sangue que flui dos átrios, cerca de 70% do volume total do ventrículo. Esse momento é chamado de Enchimento Rápido.
O segundo momento é chamado de Enchimento Lento, onde cerca de 10% do sangue simplesmente flui dos átrios para os ventrículos pois as valvas continuam abertas.
E por fim, com a contração atrial, o restante do sangue é empurrado para os ventrículos, sendo esse momento chamado de Sístole Atrial.
Então o ciclo se inicia novamente.
Didaticamente podemos selecionar qualquer uma das fases do ciclo para explicação, dado que a finalização a explicação deve fechar o ciclo.
A contração do músculo cardíaco é proveniente de um potencial de ação gerado no próprio coração, em algumas células que se especializaram e conseguem promover sua própria despolarização, transmitindo esse impulso pelas fibras dos músculos cardíacos. Essas células se encontram em uma região específica chamada de Nó Sino-Atrial. Uma vez que esse impulso elétrico é gerado, ele se transmite para todas as fibras dos átrios promovendo a contração atrial.
Nesse momento os ventrículos estão com uma pressão interna reduzida, com isso as valvas atrio-ventriculares se abrem e o sangue flui dos átrios para os ventrículos. Dado que as valvas semi-lunares das artérias estão fechadas, o ventrículo se enche de sangue.
O impulso elétrico passa dos átrios para os ventrículos por uma estrutura de células especializadas chamada de Nó Átrio-Ventricular, cuja função é promover um pequeno atraso na transmissão do impulso para os ventrículos. Após ser brevemente retardado, o impulso se propaga rapidamente pelas paredes dos ventrículos, dando início à contração ventricular.
Nesse momento entram em ação as valvas átrio-ventriculares, cujo seu mecanismo anti-refluxo impede o retorno do sangue para os átrios quando os ventrículos começam a se contrair. O fechamento dessas valvas faz o primeiro som audível do coração. Os ventrículos então têm a sua pressão interior aumentada, pois as valvas semilunares das artérias continuam fechadas e os músculos estão em processo de contração.
Essa fase é chamada de Contração Isovolumétrica, onde o músculo está em processo de contração, o volume de sangue nos ventrículos se mantém, e a pressão no interior dos ventrículos aumenta.
Ao atingir um determinado nível de pressão, as valvas semi-lunares se abrem possibilitando a ejeção do sangue dos ventrículos para as artérias, dando início à fase chamada de Ejeção Cardíaca, que ejeta cerca de 60% do volume de sangue dos ventrículos.
Quando a contração ventricular se encerra, a pressão no interior dos ventrículos é menor do que a pressão no interior das artérias para as quais o sangue foi ejetado, e essa tendência de retorno do sangue para os ventrículos provoca o fechamento das valvas semi-lunares das artérias causando o segundo som audível do coração.
Nesse momento os ventrículos estão relaxando, que chamamos de Diástole, porém como todas as valvas estão fechadas, seu volume não aumenta e consequentemente a pressão no interior dos ventrículos cai. Esse momento é chamado de Relaxamento Isovolumétrico.
A Diástole pode ser dividida em três momentos distintos. No primeiro momento, com a queda da pressão, associada ao aumento progressivo da pressão dos átrios, que estavam até então recebendo o sangue que retorna ao coração pelas veias, as valvas átrio-ventriculares se abrem novamente, permitindo o influxo do sangue dos átrios para os ventrículos, promovendo um enchimento rápido dos ventrículos, com o sangue que flui dos átrios, cerca de 70% do volume total do ventrículo. Esse momento é chamado de Enchimento Rápido.
O segundo momento é chamado de Enchimento Lento, onde cerca de 10% do sangue simplesmente flui dos átrios para os ventrículos pois as valvas continuam abertas.
E por fim, com a contração atrial, o restante do sangue é empurrado para os ventrículos, sendo esse momento chamado de Sístole Atrial.
Então o ciclo se inicia novamente.
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